Porco agridoce
Ingredientes 4 pax
Lombo de porco panado
Sal 1/2 cchá
350 g de lombo de porco cortado em pedaços do tamanho de garfadas
2 ovos, levemente batidos
4 csp de farinha de milho
Óleo q.b. para fritar
1. Esfregar o porco com o sal. Mergulhar cada pedaço de porco no ovo, e de seguida envolver na farinha de milho. Colocar o porco num prato, numa só camada.
2. Aquecer o óleo num wok (ou frigideira) em lume médio, mergulhar 4 pedaços de porco (se pusermos mais pedaços a fritar o óleo arrefece e a carne fica ensopada em gordura) e fritar cerca de 3 minutos ou até ficar de um dourado escuro. Retirar a carne com uma escumadeira e colocar num tabuleiro revestido com papel de cozinha. Repetir o processo para o resto da carne.
3. Retirar do wok (ou frigideira) todo o óleo, menos uma csp.
Molho agridoce
1 cenoura média, finamente picada
1 cebola média, cortada em gomos muito finos
160 g de ananás fresco picado
1/2 pimento vermelho médio, cortado em tamanho de garfadas
1/2 pimento verde médio, cortado em tamanho de garfadas
1 talo de aipo cortado em tiras
75 g de legumes chineses em salmoura doce, grosseiranmente picados
3 csp de vinagre branco
3 csp de molho de soja
2 csp de pasta de tomate (tomate em puré, concentrado duplo)
2 csp de açúcar granulado fino
2 csp de sumo de laranja
2 cchá de farinha de milho, adicional, misturadas com uma csp de água
1. Aquecer de novo o wok (ou frigideira) com a csp de óleo e saltear a cenoura, a cebola e o ananás durante 2 minutos ou até a cenoura estar tenra. Adicionar os pimentos vermelhos e verdes, o aipo e os legumes de conserva e fritar mais 2 minutos.
2. Misturar o vinagre, o molho de soja, o puré de tomate, o açúcar e o sumo de laranja numa tigela à parte. Juntar a mistura da farinha de milho e mexer bem.
3. Deitar o molho sobre os legumes e mexer sempre até a mistura ferver e engrossar ligeiramente.
Para servir
Adicionar o porco panado ao wok (ou frigideira) , mexer bem para cobrir toda a carne com o molho.
cchá - colher de chá
csp - colher de sopa
Diário dia a dia para uma vida sadia, libertária, solidária! Blog dedicado a toda a gente que respeita a natureza - pessoas, animais e vegetais, apaixonada por gastronomía, cozinha. Aqui coloco receitas, falo de Seres Humanos Bons, plantas, flores, animais e transmito as minhas vivências nas andanças de ao meter as mãos na terra, devemos sempre ter presente que ela nos é emprestada e a devemos deixar melhor que a recebemos!
quinta-feira, maio 21, 2020
domingo, abril 01, 2018
Ovos mexidos verdes
"Quando ovos verdes lhe apetecer
(Para esclarecer o que quero dizer,
Não é verde da cor que faz arte
Mas verde como os homens de Marte),
Deve na frigideira e na mente também
Apenas querer o que sabe bem.
Descartar de vez o que não rende,
Como o colete de um duende.
Tinta verde só o vai por doente,
Graças a um puré de dólar potente.
Abacate é para desperdiçar:
Em ovos mexidos é difícil de provar.
O chá verde - muito moderno -
Seria um tremendo inferno.
Ao alho-francês e alface falta o poder:
Quando cozidos a cor irão perder.
Ervilhas e pimentos lá cor têm,
Mas não a entregam a ninguém.
Os brócolos quase que acertam em cheio,
Excepto que overde é um pouco feio;
Aipo, quiabo, curgete, couve
Na matiz e sabor pouco aprouve.
Das coisas verdes que testamos
O manjericão apenas aprovámos.
Aos ovos mexidos adicione pesto,
Mexa bem, e então, ei-lo manifesto!
Ovos verdes. Tempere. Sirva com presunto.
(Não preparar para gente chamada Maranbuto.)
(Para esclarecer o que quero dizer,
Não é verde da cor que faz arte
Mas verde como os homens de Marte),
Deve na frigideira e na mente também
Apenas querer o que sabe bem.
Descartar de vez o que não rende,
Como o colete de um duende.
Tinta verde só o vai por doente,
Graças a um puré de dólar potente.
Abacate é para desperdiçar:
Em ovos mexidos é difícil de provar.
O chá verde - muito moderno -
Seria um tremendo inferno.
Ao alho-francês e alface falta o poder:
Quando cozidos a cor irão perder.
Ervilhas e pimentos lá cor têm,
Mas não a entregam a ninguém.
Os brócolos quase que acertam em cheio,
Excepto que overde é um pouco feio;
Aipo, quiabo, curgete, couve
Na matiz e sabor pouco aprouve.
Das coisas verdes que testamos
O manjericão apenas aprovámos.
Aos ovos mexidos adicione pesto,
Mexa bem, e então, ei-lo manifesto!
Ovos verdes. Tempere. Sirva com presunto.
(Não preparar para gente chamada Maranbuto.)
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quinta-feira, novembro 03, 2016
"Odisseia" de Homero e Angola, o que é que tem uma coisa a haver com outra?
Durante a minha adolescência e já como adulto em Benguela, a cidade das acácias de Ernesto Lara Filho no seu SERIPIPI DE BENGUELAeh! seripipi de Benguela
Ernesto Lara Filho
habituei-me, depois da farra de fim de semana e na madrugada de domingo levar o tachinho a casa de Mamã Minga, senhora muito idoso que vendia a essas "deshoras" um prato que fazia as delícias de quem tinha a oportunidade de o provar! Ginguinga! Um saboroso festim de tripas de cabra guisadas no seu sangue! Lendo a "Odisseia" de Homero deparo com o mesmo prato! Como o mundo é uma "casquinha de noz"!
GUINGUINGA DE CABRITO
6 pessoas
INGREDIENTES
escuta aquela canção.
parece pardal de Luanda
cantando na escuridão.
levanta voo, seripipi
do galho desta prisão.
leva no bico uma esperança
ao ninho do teu irmão.
habituei-me, depois da farra de fim de semana e na madrugada de domingo levar o tachinho a casa de Mamã Minga, senhora muito idoso que vendia a essas "deshoras" um prato que fazia as delícias de quem tinha a oportunidade de o provar! Ginguinga! Um saboroso festim de tripas de cabra guisadas no seu sangue! Lendo a "Odisseia" de Homero deparo com o mesmo prato! Como o mundo é uma "casquinha de noz"!
GUINGUINGA DE CABRITO
6 pessoas
INGREDIENTES
| Miudezas de Cabrito | 1000g | |
| Vinagre | q.b | |
| Cebolas | 500g | |
| Tomates | 500 | |
| Azeite | 2dl | |
| Fuba de milho | 150g | |
| Sal | q.b | |
| Sumo de Limão | 4dl | |
| Gindungo | q.b | |
| Sangue do Cabrito | 3dl |
CONFECÇÃO
PREPARAÇÃO DAS CARNES: I - Preparam-se as miudezas do cabrito, limpando-as muito bem com sal, sumo de limão e água corrente. Depois escaldam-se numa panela com água a ferver e deixa-se repousar umas horas em água fria. II - Os rins, pulmões, coração e fígado são cortados aos bocados, e o estômago às tiras para se enrolar as tripas, prendendo-as com um palito.
SANGUE DO CABRITO: Colher o sangue do cabrito numa tigela com o fundo coberto de vinagre.
CEBOLAS: Descascar e picar as cebolas.
TOMATE: Pelar, retirar as sementes e cortar em pedaços.
REFOGADO: Num tacho, refogar a cebola e o tomate em azeite, temperar com gindungo (piri-piri) e por fim retificar o sal.
ESTUFADO: Juntar ao refogado as carnes preparadas e deixar estufar em lume muito brando.
FINALIZAÇÂO: À parte dissolver a fuba de milho num pouco de água e juntar ao sangue do cabrito, antes de adicionar ao estufado e deixar engrossar o molho.
Servir com funge de milho ou com folhas de abóbora cozidas.
Bom apetite!
quarta-feira, março 30, 2016
SOBERANIAS?
Economia alternativa
A economia alternativa ou altermundista ("outro mundo é
possível") é o contraponto ao modelo de supermercadismo, abusos laborais,
trabalho infantil, e a todas as injustiças relacionadas com a economia.
O modelo supermercadista implica práticas que dão
prioridade a beneficiar as empresas em relação ao trabalho das pessoas,
imposição de preços a produtores locais, sem respeitar os custos de produção,
impondo a exportação de produtos, olhando só para o maior lucro sem levar em
conta a pegada ecológica.
O modelo altermundista procura a conciliação de
preços com os produtores locais mais próximos, sendo tanto eles como os
consumidores os que saem beneficiados, de tal forma que se reduz também a
pegada ecológica.
A compra é uma escolha económica, quando vamos comprar
estamos a escolher que modelo queremos que prevaleça, as grandes empresas
que controlam os mercados sabem isso, e percebem o prejuízo que lhes
provoca uma má imagem, e as perdas que implica um boicote em grande escala
(buycott.com).
O desafio é participar no movimento de economia alternativa,
impulsionando não só a Soberania alimentar, mas também outras alternativas nessa
área, assim sendo, devemos observar os nossos gastos, em alimentação, roupa, energia,
seguros, etc., e empenharmo-nos no modelo altermundista.
domingo, março 16, 2014
Bacalhau como à João do Buraco
Dia 7 de Março a Vovó fez 80 anos e como não podia deixar de ser, reunião magna de filhas(os), genras(os), netos e bisnetos. Foi uma alegria à volta de um bacalhau à João do Buraco (receita da versão Chef Victor Sobral), como sobremesa morangos, maçãs assadas, mousse de manga, pudim de ovos, mousse de ananás, e cheesecake. Um bolinhol como bolo de anos!
A pedido aí vai a receita do BACALHAU À JOÃO DO BURACO, adaptado por mim para que quem tenha alergia à proteina de vaca o pudesse comer (o puré de batata só levou gemas de ovo e azeite, noz moscada e sal e pimenta). Também o podem comer os intolerantes ao glúten!
A pedido aí vai a receita do BACALHAU À JOÃO DO BURACO, adaptado por mim para que quem tenha alergia à proteina de vaca o pudesse comer (o puré de batata só levou gemas de ovo e azeite, noz moscada e sal e pimenta). Também o podem comer os intolerantes ao glúten!
Receita para 10 pessoas. Azeite virgem extra 1,5º- total da receita: 1,5 dl
BACALHAU COZIDO
2 kg de bacalhau demolhado
Cozer o bacalhau com um fio de azeite no forno a 80ºC por 30 minutos. Lascar, retirando a pele e espinhas (as espinhas e peles podem ser aproveitadas para fazer caldo de bacalhau). Reservar.
CEBOLADA
400 g de cebola às rodelas, 6 dentes de alho laminados e
q.b. de azeite, sal e pimenta de moinho
Alourar a cebola e o alho num pouco de azeite. Temperar com sal e pimenta. Deixar a cebola inteira. Reservar.
PURÉ DE BATATA
1,5 kg de batata para cozer descascada, 1 folha de louro, 1 cabeça de alho em camisa, 4 gemas de ovo, azeite q.b. para perfumar, q.b.de sal grosso, pimenta de moinho e noz moscada
Cozer em água com sal, o louro e o alho a batata. Em quente pisar a batata à mão, com passe-vite ou esmagador ou uma colher de pau e um passador (atenção que usar a varinha mágica transforma a batata em argamassa). Ligar o puré com as gemas de ovo, perfumar com azeite e temperar de sal, pimenta e noz moscada moidas no momento. Reservar
CAMARÃO
300g de camarão descascado em cru, q.b de sal e pimenta de moinho
Descascar o camarão em cru (aproveitar as cascas para fazer um caldo americano), abrir ao meio, temperar com sal e pimenta. Reservar
AMÊIJOAS
500 g de amêijoas cristãs, 1 molho de salsa em juliana, sumo de 1 limão, q.b.de azeite
Abrir as amêijoas no lume com um pouco de azeite, perfumar com a salsa e o sumo de limão. Reservar
EMPRATAMENTO
1º - Em travessa ou
2º Individualmente com ajuda de um círculo de metal
Colocar uma camada de puré de batata, lascas de bacalhau, cebolada e por fim uma nova camada de puré de batata no qual se envolveram os camarões crus. Levar a gratinar. Depois de gratinado acompanhar com as amêijoas.
Desfrutem com um bom tinto frutado!
sábado, março 15, 2014
Bacalhau à João do Buraco (adaptada)
Dia 7 de Março a Vovó fez 80 anos e como não podia deixar reunião magna de filhas(os), genras(os), netos e bisnetos. Foi uma alegria à volta de um bacalhau à João do Buraco (versão do Chef Vitor Sobral) e de um bolinhol como bolo de anos!
A pedido aí vai a receita do BACALHAU À JOÃO DO BURACO, adaptado por mim para que quem tenha alergia a proteina de vaca o pudesse comer (o puré de batata só levou gemas de ovo e azeite, noz moscada e sal e pimenta). Também o podem comer os intolerantes ao glúten!
A pedido aí vai a receita do BACALHAU À JOÃO DO BURACO, adaptado por mim para que quem tenha alergia a proteina de vaca o pudesse comer (o puré de batata só levou gemas de ovo e azeite, noz moscada e sal e pimenta). Também o podem comer os intolerantes ao glúten!
terça-feira, março 04, 2014
Bolo Colchão de Noiva
Hoje volto novamente aos sabores da minha infância! Não havia festa lá em casa que a D. Rita não fizesse o bolo colchão de noiva! Agora na ribalta, devido há proliferação da alergia ao glúten! Sim é um bolinho com uma textura fofa e delicada, conferida pela fécula de batata, muito saboroso e que não contém glúten, portanto apto para ser consumido por celíacos! E se trocarmos o leite de vaca por leite de soja também os alérgicos há proteina de vaca o podem comer! Pipas este bolo também serve para ti!
Vamos então há receita:
Vamos então há receita:
Ingredientes
1 Para o bolo
- Casca de 1 limão
- 160 g de açúcar
- 6 ovos
- 100 g de fécula de batata
- Côco ralado para polvilhar no final
2 Creme de recheio e cobertura
- 600 g de leitehttps://www.facebook.com/pages/A-Mesa-do-kamoba/609410332462526
- 40 g de farinha Maisena
- 80 g de açúcar
- 2 Ovos
- Gotas de limão
Confecção
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Bater o açúcar e as gemas até ficar a mistura homogénea e esbranquiçada. Adicionar a fécula de batata e a raspa de
limão.
Bater as claras em castelo e envolver com muito cuidado as claras neste preparado e levar ao forno num tabuleiro untado com óleo alimentar e polvilhado com farinha de milho.
Bater as claras em castelo e envolver com muito cuidado as claras neste preparado e levar ao forno num tabuleiro untado com óleo alimentar e polvilhado com farinha de milho.
Levar ao forno durante 15 minutos.
Creme de recheio e cobertura
Fazer a frio a mistura do leite, da maizena e do açúcar e levar ao lume a mistura. Juntar os ovos, previamente batidos quando o creme engrossar, mexendo continuamente até cozer os ovos (atenção há temperatura, se for muito alta os ovos engrumam)..
Quando o bolo estiver frio, partir em duas partes iguais, rechear , cobrir com o creme e polvilhar com coco ralado.
Quando o bolo estiver frio, partir em duas partes iguais, rechear , cobrir com o creme e polvilhar com coco ralado.
domingo, março 02, 2014
Receitas sem proteina de vaca e ou sem gluten!
Familiares e amigos tem-me posto a questão de como se pode minimizar estas situações de alergia à proteina de vaca e ao glúten. Vou por isso deixar, a partir de hoje algumas receitas com tal propósito. Mas uma das coisas que podemos fazer é olhar para uma receita dada e esmiuçar os seus ingredientes. Se levar manteiga de vaca, ou leite ou iogurte de leite de vaca? Substituir esses ingredientes por azeite de preferência virgem extra, óleos e margarinas vegetais saudáveis (que não contenham gordura hidrogenadas), leite de soja ou de arroz, iogurte de soja, etc. Para as receitas a ser consumidas por intolerantes ao glúten (celíacos), basta substituir os ingredientes que contenham glúten (1) (trigo , aveia,
centeio, cevada e malte, e seus derivados como farelos,
farinhas tranformadas, gérmen e alimentos que tem descriminação no rótulo de " Contém glúten") por outros que não o tenham (farinha de feijão fradinho, farinha de arroz moti, amido de milho, farinha de amaranto, farinha de quinoa, farinha de amêndoas, farinha de araruta, farinha de arroz branco, farinha de arroz integral, farinha de banana verde, farinha de grão de bico, farinha de milho amarelo, farinha de milho branco, farinha de trigo sarraceno, polvilho azedo, fécula de mandioca, farinha de tapioca, fécula de batata, farinha de linhaça dourada, farinha
de coco). É claro que tem que se ter cuidado com o aspecto que vamos querer das nossas receitas! Por exemplo o pão: o que dá elastecidade à massa para levedar bem e depois crescer e ficar com o miolo fofo é o gluten (esqueleto)!
.
(1)O glúten é uma proteína que se encontra no trigo , aveia,
centeio, cevada e malte. O trigo é a
maior e a mais consumida fonte de glúten, 80% das suas proteínas e compõe-se de gliadina e glutenina. O glúten é como que o esqueleto das massas há base farinhas.
domingo, dezembro 22, 2013
sábado, novembro 30, 2013
Fatias do bispo
"Tamos" a chegar às rabanadas do "Minho a Timor". Este ano vou fazer as fatias do Bispo, receita do Convento de Sta Clara (Doçaria Conventual do Alentejo-Alfredo Saramago-Colares Editora). Estas rabanadas tem como principal característica o serem "fritas" em calda de açúcar! Aí vai a receita tal como está no livro atrás citado, já a experimentei e é de "chorar por mais"!
Foto retirada daqui: http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8629846710524048335#editor/target=post;postID=925506730315464889
Notas Minhas:
1º Atenção ao ponto do açúcar, não deixar subir, para isso deitar golinhos de água, sempre que a calda suba de ponto!
2º Ponto de espadana: Quando a calda corre com o aspeto de espada ou lâmina, 3 minutos de fervura aproximadamente ou medido com um termómetro atinja 117ºC.
Bom apetite natalício!
Foto retirada daqui: http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8629846710524048335#editor/target=post;postID=925506730315464889
"Corte fatias muito finas de pão de trigo. Ponha em ponto de espadana um quilo de açúcar. Bata oito ovos inteiros numa tigela, e mergulhe as fatias de pão, até que estejam bem envoltas no ovo. Ponha-as na calda de açúcar, onde deverá ter juntado 50g de manteiga. Tenha atenção para ver quando os ovos, que envolvem as fatias, estiverem cozidos, para as retirar e colocar numa travessa. Polvilhe com canela, e regue com a calda de açúcar que sobrou.
Notas Minhas:
1º Atenção ao ponto do açúcar, não deixar subir, para isso deitar golinhos de água, sempre que a calda suba de ponto!
2º Ponto de espadana: Quando a calda corre com o aspeto de espada ou lâmina, 3 minutos de fervura aproximadamente ou medido com um termómetro atinja 117ºC.
Bom apetite natalício!
domingo, novembro 17, 2013
Bolo " Torna Viagem"
Porquê dar o nome de Bolo "Torna Viagem" ao já bem conhecido Bolo de Folha de Olhão, herança da família Fragata? Para começar e principalmente, uma homenagem aos nossos ascendentes que em frágeis barco à vela, "Caíques" se aventuraram por esse Atlântico para procurarem melhor vida em outras paragens! A Florinda do Carmo Fragata com apenas 8 meses também participou na saga, levada pela sua Mãe
(ainda não sei o seu nome, mas espero ajudas!!!!!) e Pai. Por designíos do destino viajava também nesse barco um menino de 4 ou 5 anos, o Carlos da Costa Russo, filho do dono e capitão do caíque, Domingos da Costa Russo. Pois é, esse menino viria mais tarde a apaixonar-se pela Florinda do Carmo, casaram e vieram a ser o meus Avô Florinda e Avô Costa.
Foi a Avô Florinda que passou o "saber saber"e o "saber fazer" do Bolo de Folha aos filhos: Carlos, Aníbal, Carminha do Carmo, Rita (minha Mãe), Orvil (Laulau), Nininha e Nonó com o nome de família Fragata da Costa Russo, todos já falecidos. Saudades, RIP!!!!
Em segundo lugar a proposta da mudança de nome deve-se que a minha pesquisa pelo País, me leva a concluir que a receita do Bolo de Folha interpretada à maneira "Fragata" é única!!!! A que vemos por aí geralmente é feita com margarina (que lhe dá um sabor diferente!!!) e canela. Há uma outra receita de Bolo de Folha nas Beiras (também em desuso), mas que para além do açúcar que se põe nas camadas quando se monta o bolo também leva gemas de ovo. E como não gostamos de confusões...
A Zilu quando viu uma fotografia do Bolo, ficou com "tchipurulo" e disse "Também querooooo!"
Aí vai a receita!
Massa de fermento
Desfazer 7g de fermento de padeiro em 1 1/2 chávena de chá de água tépida, juntar 1 colher de sopa rasa de açúcar e q.b. de farinha de trigo T65 até fazer um polme grosso.
Massa de pão
Deitar a massa de fermento numa tigela, juntar q.b. de água tépida e q.b. de farinha T65 aos poucos, a meio de deitar a farinha juntar 2 colheres de sopa de banha e amassar até soltar das bordas da tigela (tem que ficar bem sovada, poupam no ginásio na época de Natal, rsrsrsrsrsrssr). Não deixar levedar!
Começar de imediato a montagem em formas redondas que devem ter tampa ou facilmente serem tapadas. Deitar manteiga derretida e açúcar no fundo da forma
Derreter manteiga q.b.
Cortar a massa aos pedaços todos iguais (pedaços que devem dar para ocupar a forma depois de estendida a massa, em gíria de pastelaria devem deixar ver o "urso"-quase transparentes!) e deitados na manteiga (atenção à temperatura da manteiga, não deve cozer a massa).
Tirar um pedaço de massa do banho de manteiga e tender até ficar tranparente.
Deitar manteiga derretida sobre a folha de massa e espalhar, deitar açúcar por cima e esfregar.
Colocar a primeira folha de massa untada no fundo da forma previamente coberto com manteiga e açúcar. Ir colocando folhas de massa preparadas da mesma maneira que a primeira folha, umas sobre as outras, colocando sempre entre cada uma, manteiga e açúcar q.b., até meia altura da forma.
Deixar levedar, dobrar de volume.
Cozer em forno esperto (180ºC), com a forma tapada.
Quanto ao desenformar, "cautela e caldos de galinha" nunca são demais! Como vão perceber o bolo é confitado em gordura e açúcar! Deixar baixar um bocado a temperatura e escorrer a gordura a mais na forma e virar o bolo para a base escolhida.
Nota: Podem usar a gordura que sobra para fazer um belíssimo caramelo salgado ou pedirem à Paula Sales Gomes, filha da Mitas, que é perita em toda a espécie de vigarices para aproveitar esse gordura sobrante! Faz delícias! Rsrsrsrsrsrs!
Porquê dar o nome de Bolo "Torna Viagem" ao já bem conhecido Bolo de Folha de Olhão, herança da família Fragata? Para começar e principalmente, uma homenagem aos nossos ascendentes que em frágeis barco à vela, "Caíques" se aventuraram por esse Atlântico para procurarem melhor vida em outras paragens! A Florinda do Carmo Fragata com apenas 8 meses também participou na saga, levada pela sua Mãe
Em segundo lugar a proposta da mudança de nome deve-se que a minha pesquisa pelo País, me leva a concluir que a receita do Bolo de Folha interpretada à maneira "Fragata" é única!!!! A que vemos por aí geralmente é feita com margarina (que lhe dá um sabor diferente!!!) e canela. Há uma outra receita de Bolo de Folha nas Beiras (também em desuso), mas que para além do açúcar que se põe nas camadas quando se monta o bolo também leva gemas de ovo. E como não gostamos de confusões...
A Zilu quando viu uma fotografia do Bolo, ficou com "tchipurulo" e disse "Também querooooo!"
Aí vai a receita!
Massa de fermento
Desfazer 7g de fermento de padeiro em 1 1/2 chávena de chá de água tépida, juntar 1 colher de sopa rasa de açúcar e q.b. de farinha de trigo T65 até fazer um polme grosso.
Massa de pão
Deitar a massa de fermento numa tigela, juntar q.b. de água tépida e q.b. de farinha T65 aos poucos, a meio de deitar a farinha juntar 2 colheres de sopa de banha e amassar até soltar das bordas da tigela (tem que ficar bem sovada, poupam no ginásio na época de Natal, rsrsrsrsrsrssr). Não deixar levedar!
Começar de imediato a montagem em formas redondas que devem ter tampa ou facilmente serem tapadas. Deitar manteiga derretida e açúcar no fundo da forma
Derreter manteiga q.b.
Cortar a massa aos pedaços todos iguais (pedaços que devem dar para ocupar a forma depois de estendida a massa, em gíria de pastelaria devem deixar ver o "urso"-quase transparentes!) e deitados na manteiga (atenção à temperatura da manteiga, não deve cozer a massa).
Tirar um pedaço de massa do banho de manteiga e tender até ficar tranparente.
Deitar manteiga derretida sobre a folha de massa e espalhar, deitar açúcar por cima e esfregar.
Colocar a primeira folha de massa untada no fundo da forma previamente coberto com manteiga e açúcar. Ir colocando folhas de massa preparadas da mesma maneira que a primeira folha, umas sobre as outras, colocando sempre entre cada uma, manteiga e açúcar q.b., até meia altura da forma.
Deixar levedar, dobrar de volume.
Cozer em forno esperto (180ºC), com a forma tapada.
Quanto ao desenformar, "cautela e caldos de galinha" nunca são demais! Como vão perceber o bolo é confitado em gordura e açúcar! Deixar baixar um bocado a temperatura e escorrer a gordura a mais na forma e virar o bolo para a base escolhida.
Nota: Podem usar a gordura que sobra para fazer um belíssimo caramelo salgado ou pedirem à Paula Sales Gomes, filha da Mitas, que é perita em toda a espécie de vigarices para aproveitar esse gordura sobrante! Faz delícias! Rsrsrsrsrsrs!
segunda-feira, junho 27, 2011
Arroz doce sem ovos
Já lá vão uns anitos, andavamos pelas Terras Dentro nas Alcáçovas e numa bendita tarde, foi-nos proporcionado um lanche dos "deuses"! A Talã mandou preparar um arroz doce delicioso e depois teve a gentileza de nos dar a receita, agora a pedido de alguns colegas passo ao "papel" tal ícone do património gastronómico alentejano, tal como me foi transmitido!.
4 chávenas de arroz não bom; 4 lt de leite gordo; 1kg de açúcar; casca de 1 limão; 3 paus de canela; 1 colher de sopa de banha; 1/2 colher de sopa de sal.
Limpar e lavar o arroz, colocá-lo num tacho com um dedo de água fria por cima, a casca de limão, a canela em pau, a banha e o sal. Quando a água for absorvida por completo, começa-se a deitar o leite (previamente aquecido) aos poucos, só voltando a deitar novamente leite quando o anterior tiver sido absorvido. Quando se iniciar o último litro de leite juntar o açúcar. Conforme se quiser mais ou menos cremoso aperta-se mais ou menos o ponto. O meu vai sempre com pontro de estrada.
ARROZ DOCE DA TALÃ
4 chávenas de arroz não bom; 4 lt de leite gordo; 1kg de açúcar; casca de 1 limão; 3 paus de canela; 1 colher de sopa de banha; 1/2 colher de sopa de sal.
Limpar e lavar o arroz, colocá-lo num tacho com um dedo de água fria por cima, a casca de limão, a canela em pau, a banha e o sal. Quando a água for absorvida por completo, começa-se a deitar o leite (previamente aquecido) aos poucos, só voltando a deitar novamente leite quando o anterior tiver sido absorvido. Quando se iniciar o último litro de leite juntar o açúcar. Conforme se quiser mais ou menos cremoso aperta-se mais ou menos o ponto. O meu vai sempre com pontro de estrada.
Se eu fosse.......
Se eu fosse cozinheiro gostaria de ser como o Chef Chifunga, ah!, o chef era um homem, camponês, do extremo sul de Angola, que na altura, anos 50/60 foi pedir emprego como ajudante de camionista ao meu Avô, comerciante e criador de gado no Otchinjau.
Ajeitava-se tanto na cozinha que passou a confeccionar as refeições para a família.
vácuo, também não as poderia usar pois não havia electricidade na terra, a geleira era a petróleo, que para além das suas funções habituais, a avó também punha os ovos a chocar e tirava pintinhos e patinhos. Já ele usava as técnicas de baixas temperaturas para confeccionar as mais variadas iguarias, lembro-me como se fosse hoje, da inolvidável caldeirada de impala (melampus aepyceros) que ele fazia e que servia de almoço de piquenique a 15 de Agosto nas quedas do Ruacaná, quais cataratas de Niágara, no rio Cunene que faz fronteira, no extremo sul de Angola, com a Namíbia (Sudoeste Africano).O Avó não ía ao piquenique sem a caldeirada!
Caldeirada que podia também ser de cabrito (Capra hircus) ou de seixa (Guevei montícola). A caldeirada era preparada numa grande panela, cortada a carne e miudezas em bocados, esfregavam-se com os temperos feitos em pasta, alho, jindungo cahombo (piripiri), pimenta em pó, cominhos, louro, sal e noz-moscada, era acondicionada no recipiente escolhido, regada com um bom vinagre vínico, deixando-se marinar nesta vinha - d’alhos por algumas horas. Entretanto o Tchifunga preparava o fogo que iria cozer a caldeirada, tinha de ser fogo brando, quase só cinza, para que a carne cozesse muito lentamente e a baixa temperatura.
Ajeitava-se tanto na cozinha que passou a confeccionar as refeições para a família.
Um homem analfabeto, mas sábio no que fazia. Se hoje estivesse entre nós, de certeza que estaria ao nivel de um Ferran Adriá, naquela altura, sem máquinas de
vácuo, também não as poderia usar pois não havia electricidade na terra, a geleira era a petróleo, que para além das suas funções habituais, a avó também punha os ovos a chocar e tirava pintinhos e patinhos. Já ele usava as técnicas de baixas temperaturas para confeccionar as mais variadas iguarias, lembro-me como se fosse hoje, da inolvidável caldeirada de impala (melampus aepyceros) que ele fazia e que servia de almoço de piquenique a 15 de Agosto nas quedas do Ruacaná, quais cataratas de Niágara, no rio Cunene que faz fronteira, no extremo sul de Angola, com a Namíbia (Sudoeste Africano).O Avó não ía ao piquenique sem a caldeirada!
Caldeirada que podia também ser de cabrito (Capra hircus) ou de seixa (Guevei montícola). A caldeirada era preparada numa grande panela, cortada a carne e miudezas em bocados, esfregavam-se com os temperos feitos em pasta, alho, jindungo cahombo (piripiri), pimenta em pó, cominhos, louro, sal e noz-moscada, era acondicionada no recipiente escolhido, regada com um bom vinagre vínico, deixando-se marinar nesta vinha - d’alhos por algumas horas. Entretanto o Tchifunga preparava o fogo que iria cozer a caldeirada, tinha de ser fogo brando, quase só cinza, para que a carne cozesse muito lentamente e a baixa temperatura.
Daqui para a frente nada ficará como dantes!!!!!!!!
Já lá ía quase um ano, eis que, prendinha de Natal 2009, recebi a convocatória para a primeira entrevista, o curso a que me candidatara iniciava-se a 11/01/2010.
Incentivado pelas princesas, "Não deixes de correr atrás dos teus sonhos!", e com transtorno para todos, pois a frequência do curso implicava estar em Lisboa 1 ano e meio, às 8h00 do dia aprasado, lá estava à porta do CFPSA-Pontinha, e tudo começou!
Porquê?
Quando em Maio de 1984, cheguei a Lisboa, profundamente amargurado, tinha abandonado o lar (Angola), não sabia fazer um ovo estrelado que se visse! Um domingo em que a Mãe Rita tinha preparado um famoso e saborosíssimo assado na panela, perna de peru, ia a sair com Pai Martinho para a missa dominical e eu perguntei-lhe se havia sobremesa, tendo-me respondido que eu fizesse qualquer coisa a meu gosto, tinha um livro muito bom para me ajudar, era "Tesouros da cozinha tradicional portuguesa" das Selecções do Readers Digest, 1º edição/1984, que ainda hoje conservo na minha biblioteca de gastronomia e culinária. Ao vasculhá-lo encontrei a receita "Picado de abelha", lá me aventurei, com o João Cláudio e a Joana à perna, e que bom que saiu, depressa se acredita no muito que se deseja!!!!! Há, já me esquecia a Fá faz uma que é de comer e chorar por mais.Aí vai a receita:
Desde aí tem sido uma paixão avassaladora, espero a partir deste curso tratá-la muito melhor!
Incentivado pelas princesas, "Não deixes de correr atrás dos teus sonhos!", e com transtorno para todos, pois a frequência do curso implicava estar em Lisboa 1 ano e meio, às 8h00 do dia aprasado, lá estava à porta do CFPSA-Pontinha, e tudo começou!
Porquê?
Quando em Maio de 1984, cheguei a Lisboa, profundamente amargurado, tinha abandonado o lar (Angola), não sabia fazer um ovo estrelado que se visse! Um domingo em que a Mãe Rita tinha preparado um famoso e saborosíssimo assado na panela, perna de peru, ia a sair com Pai Martinho para a missa dominical e eu perguntei-lhe se havia sobremesa, tendo-me respondido que eu fizesse qualquer coisa a meu gosto, tinha um livro muito bom para me ajudar, era "Tesouros da cozinha tradicional portuguesa" das Selecções do Readers Digest, 1º edição/1984, que ainda hoje conservo na minha biblioteca de gastronomia e culinária. Ao vasculhá-lo encontrei a receita "Picado de abelha", lá me aventurei, com o João Cláudio e a Joana à perna, e que bom que saiu, depressa se acredita no muito que se deseja!!!!! Há, já me esquecia a Fá faz uma que é de comer e chorar por mais.Aí vai a receita:
Ingredientes 8 pessoas
Massa
100g de açúcar, 2 ovos, 3 colheres de sopa de leite, 100g de manteiga, 250g de farinha, 1 colher de chá de fermento em pó, manteiga q.b. Recheio
100g de amêndoas descascadas e cortadas às falhas, 100g de açúcar, 100g de manteiga, 3 colheres de sopa de leite. Preparação
Bata o açúcar com a manteiga derretida. Acrescente depois os ovos um a um, o leite e por fim a farinha com o fermento. Unte a forma, de preferência de tarte, com manteiga e forre-a com esta massa. Introduza num tacho todos os ingredientes do recheio e deixe ferver durante 7 minutos. Coloque este recheio sobre a massa que está na forma e leve ao forno durante 25 minutos aproximadamente. Desde aí tem sido uma paixão avassaladora, espero a partir deste curso tratá-la muito melhor!
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